Em Paris, ouvi uma mãe reclamar com a filha das notas na escola; em Budapeste, vi um homem bêbado chorando um amor perdido; em Londres, vi um desses meninos de gravata correndo para ser rico.

Em Viena, ouvi a música de Strauss; em Tóquio conheci um xintoísta convertido ao cristianismo; em Shangai, visitei a loja da m&m; no Nepal, sobrevoei o Everest.

Chorei no deserto de Dubai; vi a pobreza da Índia de pertinho; ouvi um poeta alemão em Berlim; bebi vinho sentado às margens do Tejo, em Lisboa.

Vi o medo sob a censura cubana; ouvi os cânticos que emanam das mesquitas na Turquia e me perdi nas ruas da República Tcheca.

Em todo lugar gente de todo lugar. Os olhos e olhares que nos unem todos os humanos porque carregamos todos as dores e alegrias que são iguais:

Uma saudade, o encantamento pelo belo, uma alegria no reencontro, uma tristeza na partida.

Muito mais coisas há que nos unem do que aquelas poucas que nos separam, por isso somos humanidade e porque não perdemos individualidades, somos humanos.